CBMM aumenta produção de nióbio em Minas Gerais visando a crescente demanda por carros elétricos


A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, CBMM, localizada em Araxá (MG), é detentora de 80% do mercado mundial de nióbio, metal cada vez mais utilizado na indústria metalúrgica, principalmente na fabricação de um aço mais resistente. Com isso, ela comemora seus resultados recordes de 2021.

Inaugurada há 60 anos, a CBMM se fortaleceu muito a partir da venda de partículas de nióbio a siderúrgicas especializadas em aplicar o material em produtos de aço.

Divulgado por Leo Branco em matéria para o site Exame, a CBMM conquistou R$ 11,4 bilhões somente no ano passado, 67% a mais que a fatura de 2020. Além disso, o lucro líquido (R$ 4,5 bilhões) também aumentou muito, sendo este 78% acima do valor obtido no ano anterior.

Segundo o CFO Alex Amorim, a meta é aumentar a parcela de 10% a 40% até 2030, sendo um dos principais investimentos no mercado de carros elétricos. O nióbio utilizado em partes das baterias destes veículos trazem benefícios: ânodos e cátodos com nióbio contribuem para uma recarga em menos tempo e durabilidade maior que as baterias de carbono. Tais vantagens já atraíram a atenção de montadoras como a Volkswagen e a empresa de tecnologia Toshiba. Até o fim de 2022, o mercado receberá ônibus elétricos com baterias produzidas com o nióbio extraído pela CBMM, montados pela Volkswagen de Resende (RJ).

Ainda na tática de crescer com novas parcerias, a CBMM investiu em duas startups só no último ano, a inglesa Echion e a estadunidense Battery Streak, visando novos desenvolvimentos em materiais para baterias de íons de lítio. Em 2021, as vendas do nióbio para baterias totalizaram R$ 7,5 milhões, enquanto a estimativa para 2022 é que esse valor seja 10 vezes maior.

A CBMM realizou investimentos de R$ 60 milhões no desenvolvimento de tecnologias para baterias, valor correspondente a cerca de 25% do total investido em inovação. A partir disso, em 2022 as apostas em inovações devem aumentar, no mínimo, 40%, atingindo R$ 278 milhões, emplacando outro recorde.

FONTE: Click Petróleo e Gás (CPG)

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