Desaparecimento de abelhas e aumento de CO2 na atmosfera aumenta mortalidade mundial


O declínio mundial dos polinizadores - principalmente abelhas e outros insetos - pode causar até 1,4 milhões de mortes adicionais por ano, um aumento de mortalidade mundial de quase 3%, segundo pesquisadores. Esse aumento na mortalidade é resultado da combinação de uma diminuição da vitamina A e ácido fólico (vitamina B9 ou ácido fólico), vitais para mulheres grávidas e crianças, e um aumento da incidência de doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e certos tipos de câncer. Estes são os fenômenos que provocam, através de mudanças na dieta, um colapso da população de polinizadores. Outro estudo, publicado na The Lancet Global Health", quantifica uma ameaça específica, até agora nunca medida, para a saúde global de dióxido de carbono (CO2) devido à atividade humana. Neste segundo estudo, a redução do teor de zinco de culturas alimentares importantes relacionadas ao aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera vai expor 138 milhões de pessoas ao risco de deficiência de zinco (nanismo, problemas imunológicos, mortes prematuras) em todo o mundo até 2050. Além disso, com a Fundação Rockefeller, a revista The Lancet publicou um relatório sobre as mudanças ambientais "que vão além da mudança climática e ameaçam os progressos

em matéria de saúde feitos nas últimas décadas".

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