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Futuro das embalagens: Principais tendências e comportamentos de consumo no cenário brasileiro



Organizado pela ABRE, roda de discussões trouxe as principais expectativas para o setor e contou com a participação de grandes players, como a Avery Dennison


Nesse último mês de novembro, a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), promoveu um workshop sobre as principais tendências e comportamentos de consumo no cenário brasileiro pós-pandemia. O encontro, que foi realizado de forma presencial e online, contando com a participação de grandes players do setor, como a Avery Dennison, trouxe um observatório sobre o panorama histórico de consumo da classe média brasileira, avaliando pontos importantes e marcantes, desde a criação do plano real e todo o impacto que a pandemia trouxe aos hábitos de consumo dessa população.

De acordo com Alexandre Botelho, diretor de Compras, Inovação e Sustentabilidade da Avery Dennison na América Latina, o apoio a esse tipo de estudo é muito valioso, pois possibilita maior aproximação do consumidor, mesmo para empresas B2B, como é o caso da líder mundial em ciência de materiais. “Queremos entender as mudanças nos hábitos de consumo, o papel que a embalagem e o rótulo desempenham na decisão de compra e na conexão das marcas com seus consumidores. É através de uma abordagem centrada no consumidor, no convertedor de rótulos e na marca que conseguimos explorar e propor soluções inovadoras para que a Avery Dennison, além de fornecedora de materiais para rótulos auto adesivos e soluções de identificação digital, possa contribuir para o crescimento lucrativo dos negócios de nossos clientes e clientes de nossos clientes”, destaca o executivo.

Resiliência imperativa Passada a fase de ascensão da classe média brasileira, no início dos anos 2000, as instabilidades econômicas do país começaram a acertar precisamente essa população, com dificuldades agravadas pela recente pandemia. De acordo com a Pesquisa Global McKinsey de Percepção do Consumidor 2022, realizada pela McKinsey & Company, a resiliência – com grande adaptação a um ambiente econômico incerto – fez com que 50% dos respondentes se mostrassem otimistas para uma breve melhora.

Entretanto, os últimos desafios provocaram uma revolucionária mudança nos hábitos de consumo da classe média. De acordo com o observatório da ABRE, 23,2% das pessoas deixaram de comprar determinados itens, outras 20,3% consideraram deixar de comprar, e 19,8% acabaram comprando produtos alternativos ou inferiores, devido às altas constantes de preços. A busca por soluções economicamente viáveis tornou-se uma questão de sobrevivência.

Transparência e engajamento social Redução de tamanho, queda de qualidade dos ingredientes e produtos comercializados, seguem entre as principais preocupações dos consumidores da classe média brasileira, que buscam diferentes formas de economizar (trade down, promoções, descontos) e sentem que as marcas não oferecem em suas embalagens uma comunicação clara.. Nesse sentido, a preocupação imediata não é a de optar por práticas, produtos ou embalagens com apelo sustentável , mas por preço em conta ou facilidade na hora do consumo. Para falar de sustentabilidade com esse nicho de público é preciso, primeiramente, aplicar-se às causas sociais, valorizando as pessoas, para então pensar no meio ambiente. É preciso, por exemplo, que todas as regiões contem com coleta seletiva e que a população seja informada sobre sua importância, para então verter esforços em soluções que possam ser recicladas ou promovam a economia circular.

“Cabe a grandes players do setor, contribuir com uma parcela considerável para essa nova consciência. Na Avery Dennison, por exemplo, além de aproveitarmos cada janela de oportunidade para aportar inovações que promovam o desenvolvimento de rótulos autoadesivos mais sustentáveis, trabalhamos o engajamento de toda nossa cadeia produtiva com o programa AD Circular. Por meio dessa iniciativa, criamos conexão e aumentamos o percentual de resíduos reciclados, livrando os aterros e dando vida nova a esses materiais. Acreditamos que à medida que as marcas adotem essas estratégias, sob as máximas da transparência, maior facilidade teremos ao trabalhar essas questões junto ao consumidor final”, destaca Alexandre Botelho.

Tendências em embalagens De acordo com o observatório da ABRE, empresas do setor de embalagem devem pensar em soluções que ajudem os consumidores a comprar mais por menos, apresentem tamanhos variados, com materiais que garantam a longevidade do produto e utilizem menos matérias-primas, como é o caso dos refis. Embalagens menores, kits com mini produtos, e uso de insumos que impulsionem a reutilização, a sustentabilidade social e facilitem a coleta seletiva, estarão à frente nos próximos anos.

Pronta para absorver as novas demandas de consumo, Botelho complementa que na Avery Dennison “o aperfeiçoamento das soluções segue premissas que permitem utilizar menos materiais e energia, com a aplicação de tecnologias que facilitam o processo de reuso e reciclagem, assim como o uso de biomateriais, entre outras especificidades que maximizam a vida útil das embalagens, evitam o desperdício e reduzam as emissões de carbono em todas as etapas da cadeia. Falando em tecnologia, o uso de etiquetas inteligentes, como o RFID, segue em adesão crescente pelas marcas, especialmente por suas premissas de rastreabilidade, conexão e redução das perdas”.

O que diz a pesquisa da McKinsey & Company Olhando o consumidor brasileiro de maneira geral e não apenas direcionada a uma classe social, a Pesquisa Global McKinsey de Percepção do Consumidor 2022, aponta que as pessoas passaram a fazer a troca por produtos mais caros e de melhor qualidade, desde que atendam premissas como performance (41%), ingredientes de melhor qualidade (48%), conveniência (26%) e sustentabilidade (23%), por exemplo.

Marcas e consumidores estão mais exigentes e sofisticados em termos de embalagens, que não são apenas um invólucro para os produtos, toda inovação agregada é pensada para a otimização da cadeia de suprimentos; com uma abordagem que contempla informações técnicas; customizadas para atender a diferentes canais de vendas; com funcionalidades de canal de comunicação; e valorização de atributos como sustentabilidade, transparência e sourcing responsável de produtos.

Para que a transição sustentável seja efetiva ao setor, é preciso combinar fatores como a circularidade para reciclar e aproveitar materiais reciclados na criação de novas embalagens; e uso de soluções que reduzam a emissão de gases de efeito estufa ao longo de todo o ciclo de vida da embalagem; estratégias que, em equilíbrio, levarão à regeneração da natureza. Práticas já adotadas por empresas globais, como a Avery Dennison, precursora e pioneira nas tendências que norteiam o segmento. (Fonte: Atitudecom)

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