Jovens na eleição: eleitores de até 30 anos podem ser decisivos em 2022, dizem especialistas


Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva aparecem na frente em todas as pesquisas de opinião recentes


O mineiro Henrico Barboza, de 19 anos, vai votar pela primeira vez para presidente nas eleições de outubro deste ano. Natural de Juiz de Fora e estudando para o vestibular, Henrico diz que já está decidido há algum tempo.

"Vou votar no ex-presidente Lula (PT) porque acredito no plano de governo dele em prol da democracia, do diálogo e do respeito pelas divergências", diz o jovem que, além da simpatia pelo programa de Lula, é motivado por uma visão negativa do governo do atual mandatário e aspirante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Conterrânea de Henrico, Julia Braga é natural de Formiga, no interior de Minas Gerais, e também votará pela primeira vez em 2022. Mas a jovem de 19 anos se define como parte de um estrato político totalmente oposto.

"Para mim, para que o Brasil chegue na mudança que tanto almejamos, mais quatro anos de governo do presidente Bolsonaro seriam essenciais", diz a estudante de Medicina Veterinária.

"A liberdade, no contexto mais amplo da palavra, é uma das políticas defendidas por ele que mais me agrada, assim como os valores voltados à família, à fé e a defesa do direito de propriedade, do porte de armas e da criminalização do aborto", afirma.

Henrico e Julia fazem parte dos quase 53 milhões de eleitores entre 16 e 34 anos aptos para votar em 2022.

Para cientistas políticos e analistas consultados, embora representem pouco mais de um terço do total de eleitores do país, os jovens podem ter impacto importante no resultado final da votação.

"Essa eleição tende a ser muito apertada, pois os dois principais candidatos têm alto grau de rejeição. E nesse cenário, grupos e minorias homogêneas podem fazer a diferença", diz Leonardo Barreto, diretor da consultoria de risco político Vector Research.

O especialista explica ainda que a percepção dos eleitores mais novos sobre sua relevância no cenário atual pode motivar maior mobilização em torno de um objetivo comum.

"A literatura de ciência política diz que quanto mais um grupo acredita em sua capacidade de fazer a diferença, mais ele se mobiliza. Ao mesmo tempo, quando indivíduos não acreditam que podem mudar um resultado, a tendência é de se desmobilizar", explica.

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