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Aurélio Rosa, ex-engenheiro da Tesla, comenta acidente fatal ocorrido em SP

“Se a Cybertruck estivesse dirigindo ‘sozinha’, acidente fatal em SP poderia ter sido evitado?” - VEJA VÍDEO

A matéria no Estadão (Especificamente no caderno Jornal do Carro) que menciona Aurélio Rosa discute o acidente fatal envolvendo um Tesla Cybertruck e um motociclista em São Paulo, ocorrido na madrugada de 11 de fevereiro de 2026.

O título da reportagem é: “Se a Cybertruck estivesse dirigindo ‘sozinha’, acidente fatal em SP poderia ter sido evitado?”

Nela, o engenheiro Aurélio Rosa, ex-engenheiro da Tesla e diretor-administrativo da Revista Planeta Água, residente em Anápolis (GO) e dono de uma Cybertruck importada, é consultado como fonte especializada. Ele comenta sobre as unidades da picape elétrica que circulam no Brasil (incluindo a dele), destacando características como sistemas de assistência ao motorista (como o Autopilot e eventuais capacidades de direção autônoma/FSD – Full Self-Driving).

O acidente

• Aconteceu no Túnel Max Feffer (Avenida Nove de Julho / Avenida Cidade Jardim, Zona Sul de SP).
• Um motociclista de 32 anos morreu após colisão com a Cybertruck.
• O motorista da Cybertruck (identificado em outras fontes como o dentista e influencer Igor Costa Alves, 36 anos) alega que o semáforo estava verde para ele, e o motociclista teria invadido a via (possivelmente em alta velocidade ou contrariando o sinal).
• A moto foi arrastada por cerca de 10 metros.
• O condutor permaneceu no local, prestou socorro, fez teste de bafômetro (negativo) e forneceu imagens da câmera interna do veículo.
• A polícia registrou como morte suspeita e investiga as causas.
A matéria do Estadão usa a declaração de Aurélio Rosa para especular se o sistema de direção autônoma (se ativado) poderia ter detectado e evitado a colisão, considerando sensores, câmeras e frenagem automática da Cybertruck. No entanto, as Cybertrucks no Brasil (importadas independentemente) podem não ter o FSD completo ativado ou adaptado localmente, conforme contexto de especialistas como ele.
O acidente gerou repercussão ampla em outros veículos (G1, UOL, etc.), com vídeos de câmeras de segurança e da própria Cybertruck circulando. O engenheiro elétrico Aurélio Rosa participou da matéria como comentarista técnico devido à sua expertise, quase 10 anos de atuação destacada na Tesla e por sua experiência como proprietário de uma Cybertruck

A matéria do Estadão

Se Cybertruck estivesse dirigindo ‘sozinha’, acidente fatal em SP poderia ter sido evitado?

Como a combinação de pontos cegos, velocidade relativa e condições climáticas pode tornar obstáculos invisíveis para as câmeras, exigindo que o software priorize a prevenção sobre a reação. O atropelamento fatal de um motociclista envolvendo uma Tesla Cybertruck na madrugada desta quarta-feira, 11, São Paulo, coloca sob holofotes um debate muito mais amplo. Isso porque, no Brasil, a picape não tem à disposição o FSD (Full Self-Driving), pacote de assistências ao condutor de nível dois de automação, também conhecido como direção autônoma.

Poderia ter sido diferente

As unidades da caminhonete que circulam no Brasil, segundo o engenheiro Aurélio Rosa, dono de Cybertruck e ex-funcionário da Tesla, têm apenas os sistemas avançados de assistência à condução como frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal e controle de cruzeiro adaptativo. O especialista salienta que caso o chamado Full Self-Driving (FSD) estivesse disponível as coisas poderiam ter sido diferentes.

No Brasil, a Tesla por não ter operação oficial, decidiu não disponibilizar o FSD para os proprietários de modelos da marca, que foram importados de forma independente.

“O FSD, ao perceber que estava com a visão obstruída, iria passar mais devagar no cruzamento. Já o mecanismo de segurança ativa não muda a direção ou a velocidade do motorista preventivamente; ele só ativa na hora da emergência”, destacou Rosa. “Tenho certeza de que o FSD passaria bem devagar ali, pois ele consegue alterar a forma de dirigir para já prevenir a situação de risco”, completou o especialista.

Sinal verde

O condutor da Cybertruck envolvida no acidente desta madrugada alega que o semáforo estava verde para ele e o motociclista teria acessado a via na contramão, provocando a batida. A colisão aconteceu à 1h da madrugada, sob chuva fina. Rosa alerta, inclusive, que se as condições fossem melhores a fatalidade poderia ter sido evitada.

“Os mecanismos de segurança ativa estão sempre ligados no veículo. Se houvesse visibilidade, o Cybertruck teria freado com certeza. Pode ser até que tenha freado no último momento; isso é possível saber com acesso aos vídeos que o veículo gera e que o motorista possui”, comentou.

Sob o ponto de vista técnico, o AEB (Frenagem Automática de Emergência) é calibrado para reconhecer usuários vulneráveis da via e é acionado ao identificar risco iminente de colisão. No entanto, seu desempenho é condicionado por variáveis físicas e computacionais.

À 1h da madrugada, fatores como intensidade e uniformidade da iluminação pública, contraste da vestimenta da vítima, presença de elementos reflexivos, velocidade do veículo e ângulo de aproximação influenciam diretamente a capacidade de detecção.

Motocicletas e bicicletas representam desafio adicional por apresentarem menor área frontal, perfil estreito e maior variabilidade de movimento lateral. Em cruzamentos, sobretudo, objetos que ingressam na trajetória do veículo a partir de ângulos oblíquos podem ser classificados como elementos laterais não prioritários, reduzindo a janela de reação.

“A área onde ocorreu o incidente tem muitas obstruções. Isso sem contar a diferença de altura dos veículos, chuva e farol da moto aparentemente baixo de acordo com o vídeo”, ressalta o especialista. “Dependendo da velocidade relativa alta, do ângulo das vias e das condições climáticas, um veículo pode simplesmente se tornar invisível para o sistema”, aponta.

Outro ponto técnico relevante é a própria geometria frontal do veículo. A Cybertruck tem frente elevada, capô alto e superfícies rígidas e angulares. Embora o modelo atenda às exigências regulatórias aplicáveis ao mercado em que é comercializado, a combinação entre massa elevada, altura e desenho amplia o debate sobre comportamento estrutural em atropelamentos urbanos.

“A Cybertruck é um dos veículos mais seguros. O sistema é muito bom, mas a picape tem uma massa muito grande. A estrutura, contudo, é construída para deformar e isso pode ser notado nas imagens. No teste de impacto a 45 graus contra um poste, inclusive, a caminhonete deforma completamente para absorver a energia”, salienta Rosa.

O debate sobre sistemas autônomos

Em tese, a direção autônoma poderia identificar a trajetória de uma motocicleta que se aproximasse em alta velocidade e iniciar uma frenagem automática antes do impacto. Contudo, essa possibilidade permanece no campo hipotético.

Um avanço repentino de sinal vermelho durante a madrugada pode reduzir drasticamente a janela de resposta, tanto humana quanto algorítmica. Além disso, mesmo em mercados onde o FSD está ativo, há registros de acidentes, o que demonstra que a tecnologia ainda não elimina totalmente o risco.

Do ponto de vista jurídico, o cenário brasileiro é ainda mais restritivo. A legislação nacional não prevê a circulação de veículos em modo autônomo pleno em vias públicas, e a responsabilidade pela condução permanece integralmente com o motorista. Desse modo, ainda que o sistema mais avançado estivesse disponível e ativo, o condutor continuaria legalmente responsável por monitorar o trânsito e intervir quando necessário.

VEJA ACIDENTES EVITADOS PELO FSD DA TESLA:

 

 

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