R$ 1.621 é o novo valor do salário mínimo que passa a vigorar nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, em todo o país. O aumento de R$ 103 representa um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior de R$ 1.518.
A confirmação do valor veio do Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10 de dezembro, seguindo a regra de correção estabelecida por lei.
O cálculo é uma mistura de inflação passada e o crescimento da economia, mas com um freio importante imposto pelo atual arcabouço fiscal.
O que mudou no seu bolso?
A princípio, R$ 103,00 a mais todo mês. Mas a conta é mais complexa. Esse reajuste não é apenas um número: é um motor econômico.
Segundo estimativas do Dieese, esse aumento deve injetar impressionantes R$ 81,7 bilhões na economia brasileira em 2026, movimentando consumo, renda e arrecadação.
Para milhões de trabalhadores formais, o reajuste é automático. Para os aposentados e pensionistas do INSS que recebem um salário mínimo, o novo valor também já está creditado. Benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial do PIS/Pasep também têm seus valores base reajustados.
Entenda a “conta” do novo mínimo
Você já deve ter ouvido que o salário mínimo sobe pela inflação mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A ideia era essa, mas as regras mudaram. Agora, existe um limite federal para o aumento real (acima da inflação).
A conta de 2026 foi assim:
Correção pela Inflação (INPC): 4,18% (acumulado em 12 meses até novembro de 2025).
Crescimento da Economia (PIB): A regra olha o crescimento de dois anos anteriores. O PIB de 2024 foi revisado para 3,4%.
O Limite do Teto: O arcabouço fiscal não permite que o ganho real (a soma do crescimento do PIB na fórmula) ultrapasse uma faixa. Neste ano, o cálculo bruto daria um valor, mas a regra aplicou um ganho real limitado, resultando no ajuste final de 6,79%.
No fim das contas, o valor calculado foi R$ 1.620,99. Por lei, o salário mínimo é arredondado para o real mais próximo, chegando aos R$ 1.621,00 que entram em vigor hoje.
Impacto além do contracheque
O reajuste é uma faca de dois gumes no planejamento do governo. Por um lado, aquece o consumo e garante poder de compra à base da pirâmide. Por outro, pressiona diretamente os cofres públicos, que bancam o pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios vinculados ao piso.
Em um cenário de restrições fiscais mais rígidas, cada centavo do aumento precisa ser contabilizado. O impacto bilionário estimado pelo Dieese será um teste para a resiliência da economia em 2026, que agora começa com um pouco mais de dinheiro no bolso do trabalhador.
Fique atento: o novo valor já está em vigor para todos os pagamentos com base a partir de janeiro. Empresas e empregadores devem ajustar imediatamente suas folhas de pagamento.



