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A Tesla na América Latina

A maior montadora de carros elétricos do mundo ainda não chegou ao hemisfério Sul

A Tesla ainda circula em números modestos no Brasil e na América Latina, com presença limitada por falta de vendas oficiais na maior parte da região.

No Brasil, a montadora americana de Elon Musk não tem operações comerciais diretas para veículos — diferente de rumores ou confusões recentes com empresas homônimas focadas em eletrônicos como TVs. Todos os Teslas que rodam por aqui chegam via importação independente, um processo caro, burocrático e restrito a entusiastas, celebridades ou importadores especializados.

Dados oficiais

Dados recentes da Fenabrave mostram que apenas 23 unidades do Cybertruck foram emplacadas em 2025, todas por importação paralela. Para o total da frota (incluindo Model 3, Model Y, Model S e Model X acumulados desde 2015), não há registro oficial centralizado exato da Tesla ou do governo para 2026.

Estimativas baseadas em fontes como ABVE, reportagens antigas e importadores apontam para algumas centenas de unidades no máximo — provavelmente entre 200 e 600 carros em circulação atualmente.

O crescimento é lento devido aos altos impostos de importação, ausência de rede oficial de Superchargers ampla e concorrência feroz de marcas chinesas acessíveis como BYD e GWM, que dominam o boom de eletrificados no país (mais de 223 mil emplacados em 2025, segundo ABVE, com salto para 15% de market share em janeiro de 2026).

Proprietários

Segundo números obtidos pelo grupo dos proprietários de Tesla, com sede em Santa Catarina, o registro era de 339 veículos Teslas no Brasil até o final do ano passados sendo que entre Dez/2024 e Dez/2025 foram registrados 4 novos Model 3, 1 Model X, 2 Model Y e 20 Cybertrucks no país.

Em um dos primeiros encontros de proprietários de Tesla realizados no Brasil, em 2022 em Balneário Camboriú, os carros presentes formaram a palavra “Tesla” dando uma ideia do número de carros da montadora no Brasil naquele ano.

Na América Latina como um todo, a situação é um pouco mais dinâmica, mas ainda marginal para a Tesla. A marca tem presença oficial no Chile (primeira loja na América do Sul aberta em 2024) e Colômbia (operações iniciadas em 2025/2026, com pedidos abertos para Model 3 e Model Y, e primeiras entregas entre fevereiro e março de 2026). No México, há pontos de venda, mas sem expansão massiva. Em outros países (como Argentina, Peru ou Brasil), continua restrito a importações individuais.

A frota regional acumulada é estimada em poucos milhares de unidades (provavelmente 2 mil a 6 mil no total até fevereiro de 2026), concentrada principalmente nos mercados oficiais recentes. O crescimento de veículos elétricos na América Latina explode — com penetração dobrando em anos recentes e marcas chinesas liderando —, mas a Tesla tem participação pequena, longe do domínio global que ostenta nos EUA e China.

Enquanto o mundo vê a Tesla entregar 1,64 milhão de veículos em 2025 (queda de 9% ante o ano anterior, perdendo a liderança para a BYD), na América Latina o foco da marca permanece estratégico e lento, priorizando infraestrutura e homologações antes de volumes maiores. Entusiastas brasileiros que sonham com um Model Y ou Cybertruck seguem dependendo da importação paralela — e pagando caro por isso.

VEJA O VÍDEO da chegada das Cybertrucks em Anápolis-GO:

Anápolis, situada entre Goiânia e Brasília, possui o maior número de carros Tesla da região, sendo duas Cybertrucks e dois Model 3, estes importados em 2021. As primeiras Cybertrucks do Centro-Oeste do Brasil foram trazidas em 2025 por Aurélio Rosa, ex-engenheiro da Tesla, protagonizaram o vídeo vencedor de um concurso da Tesla sobre tecnologia e meio ambiente, o Tesla Vision Contest, produzido por Aurélio e André Tomazini. (Fontes: Internet, Tesla Club Brasil, ABVE).

VEJA O VÍDEO vencedor do Tesla Vision Contest:

 

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