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Regime do Irã está em seus ‘últimos dias’, diz chanceler da Alemanha

Friedrich Merz, chefe de governo alemão, afirmou que uso da força por agentes de segurança mostra perda de poder do regime, comandando pelos aiatolás desde a Revolução de 1979 no Irã. Alemanha é principal parceira comercial do Irã dentro da UE.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta terça-feira (13) que acredita que o regime dos aiatolás, que governa o Irã, está em seus “últimos dias ou semanas”.

Durante visita à Índia, Merz disse que a repressão violenta das forças de segurança contra manifestantes demonstra a perda de confiança do regime. Segundo ele, quando um governo só consegue se manter no poder por meio da violência, isso indica que está próximo do fim. Merz acrescentou que a população iraniana está se levantando contra o regime.

As manifestações no Irã começaram com queixas sobre a crise econômica. Com o tempo, evoluíram para pedidos pela queda da chamada República Islâmica, no poder desde 1979.

Merz afirmou ainda que a Alemanha mantém contato próximo com os Estados Unidos e com governos europeus para acompanhar a situação no Irã. Ele também pediu a Teerã que encerre a repressão mortal contra os manifestantes.

O chanceler não comentou, porém, os laços comerciais entre Alemanha e Irã. O governo alemão é o principal parceiro comercial do país dentro da União Europeia.

Essa relação, no entanto, vem diminuindo. As exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses do ano. Atualmente, representam menos de 0,1% do total das exportações alemãs, segundo dados do escritório federal de estatísticas citados pela Reuters.

Na segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que qualquer país que mantenha negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA.

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