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“Vape” não é apenas vapor: especialista alerta para dependência extrema e lesões pulmonares agudas no outono goiano

Um dos riscos mais graves é a EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico)

Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco coloca em pauta um problema de saúde pública que já assume contornos de epidemia silenciosa: o uso crescente de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), conhecidos como vapes ou pods.

Embora muitos usuários acreditem em uma falsa segurança desses aparelhos, médicos alertam que o risco é real e potencializado pelo clima seco do Centro-Oeste.

Novo desafio: desmistificação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo causa mais de 8 milhões de mortes anuais. No Brasil, o novo desafio é desmistificar a ideia de que o cigarro eletrônico seria uma alternativa inofensiva. Diferente do cigarro comum, que atua pela combustão, os eletrônicos aquecem líquidos químicos.

O perigo invisível do aquecimento

A pneumologista do Ânima Centro Hospitalar, Dra. Carol Gomes Imai, explica que a ausência de fumaça por queima não elimina a toxicidade.

“Os vapes funcionam pelo aquecimento de misturas com nicotina, solventes e partículas químicas ultrafinas que penetram profundamente nos pulmões, provocando inflamação intensa e lesão do epitélio respiratório”, afirma a médica.

Segundo ela, o risco de reações inflamatórias agudas graves é imediato, diferindo do padrão crônico do cigarro tradicional.

Dependência

A dependência também ocorre de forma acelerada. Alguns modelos possuem concentração de nicotina equivalente a um maço inteiro de cigarros (20 unidades) em um único reservatório. Essa carga química acelera o ciclo de vício, especialmente entre jovens, cujo cérebro ainda em formação é alvo fácil para os mecanismos de recompensa. Clinicamente, já se observa o aumento de tosse crônica, falta de ar e crises asmáticas em pacientes muito novos.

EVALI e o fator climático em Goiás

Um dos riscos mais graves é a EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico), que pode causar falência respiratória em jovens saudáveis em curto espaço de tempo. Em Goiás, o cenário é agravado pelo outono e a proximidade do inverno, marcados pela baixa umidade do ar.

Com a mucosa respiratória ressecada pelo clima, o organismo perde a capacidade de filtrar impurezas.

“Quando o indivíduo inala os aerossóis do vape, destrói essa barreira protetora, abrindo portas para infecções como pneumonia, sinusite e bronquite, além de agravar casos de Asma e DPOC”, detalha a Dra. Carol Imai.

Quando buscar ajuda

O diagnóstico rápido é a melhor ferramenta contra sequelas crônicas e câncer de pulmão. O Ânima Centro Hospitalar recomenda buscar atendimento imediato caso o usuário de vapes apresente:

Falta de ar progressiva ou dor no peito;

Tosse intensa com febre e cansaço extremo;

Queda na saturação de oxigênio;

Sintomas gastrointestinais (náuseas e vômitos);

Coloração arroxeada nos lábios ou dedos (cianose).

Estrutura de atendimento

Para o combate ao tabagismo e suas complicações, o Ânima oferece infraestrutura de alta complexidade, incluindo exames como Espirometria, Tomografia de Alta Resolução e Broncoscopia.

O hospital enfatiza que parar de fumar exige suporte multidisciplinar — unindo pneumologia, suporte psicológico e terapia medicamentosa — para elevar as taxas de sucesso e evitar recaídas.

Sobre o Grupo Santa: Fundado em 1963 e referência em alta complexidade, é o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste, com 12 unidades e certificações de qualidade como ONA e QMentum Diamante.
SERVIÇO
Ânima Centro Hospitalar (Grupo Santa) – Av. Brasil Norte, 3790, Cidade Universitária, Anápolis (GO).
(62) 3771-2700
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