
Os Estados Unidos estão em “correspondência direta” com o governo venezuelano e, inclusive, influenciam suas decisões, afirmou a Casa Branca nesta quarta-feira (7).
Segundo a porta-voz do presidente Donald Trump, que falou à imprensa após o anúncio do secretário de Estado Marco Rubio, ainda é muito prematuro discutir um calendário eleitoral para a Venezuela. A declaração ocorreu depois de Rubio apresentar um plano americano em três etapas para o país.
No sábado (3), Nicolás Maduro foi capturado. Em seguida, sua vice, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina. Paralelamente, a líder da oposição, María Corina Machado — vencedora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado — voltou a denunciar uma suposta fraude nas últimas eleições presidenciais. Segundo ela, o candidato oposicionista Edmundo González deveria assumir o poder.
De acordo com a porta-voz Karoline Leavitt, os Estados Unidos estão trabalhando em coordenação com o governo venezuelano e com a indústria petrolífera. O objetivo é resolver impasses relacionados ao comércio de petróleo. Além disso, Washington está promovendo uma suspensão seletiva de sanções.
Nesse contexto, uma reunião com executivos do setor petrolífero está prevista para a próxima sexta-feira (9).
Plano dos EUA tem três fases
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou, também nesta quarta-feira (7), que o plano dos Estados Unidos para a Venezuela é dividido em três fases distintas.
Primeiramente, o foco será a estabilização do país. Em seguida, virá a recuperação econômica. Por fim, a última etapa prevê a transição de poder, encerrando o domínio do chavismo.



