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Senado dos EUA limita ações militares de Trump contra a Venezuela sem aval do Congresso

Democratas votaram unanimemente a favor da proposta, que avançou graças ao apoio de cinco republicanos. Apesar da aprovação, medida ainda vai passar por nova votação na casa e também precisa passar pela Câmara e pela sanção do presidente para entrar em vigor.

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que tenta impedir o presidente Donald Trump de adotar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso.

A votação de um procedimento que permitiu o avanço da proposta sobre os poderes de guerra terminou com 52 votos a favor e 47 contra. Cinco senadores republicanos se uniram aos democratas e apoiaram a medida.

Apesar do avanço, a resolução ainda enfrenta obstáculos antes de entrar em vigor. Agora, os senadores precisarão analisá-la de forma mais detalhada. Em seguida, o texto passará por uma nova votação no Senado, prevista para a próxima semana.

Além disso, para se tornar lei, a proposta terá de ser aprovada pela Câmara dos Representantes, atualmente sob controle republicano. Mesmo que isso ocorra, o Congresso ainda precisaria derrubar um possível veto de Trump, o que exigiria maioria de dois terços em ambas as casas.

No ano passado, quando o governo intensificou a pressão militar sobre a Venezuela com ataques a embarcações no sul do Caribe e no leste do Pacífico, o Partido Democrata já havia tentado aprovar medidas semelhantes. Na ocasião, aliados republicanos de Trump bloquearam duas tentativas.

No entanto, o cenário político mudou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em uma operação militar realizada em Caracas no sábado (3). Desde então, até mesmo parlamentares republicanos passaram a demonstrar preocupação com as declarações de Trump e com a possibilidade de novas ações militares, tanto na Venezuela quanto na Groenlândia. Alguns congressistas acusaram o governo de enganar o Legislativo.

Trump diz que EUA devem “administrar” a Venezuela

Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos devem continuar “administrando” a Venezuela e explorando o petróleo do país por “muitos anos”.

Trump deu a declaração em entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (8). Segundo ele, o governo interino venezuelano, liderado pela vice-presidente de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário por enquanto”.

“Só o tempo vai dizer”, afirmou Trump ao ser questionado sobre quanto tempo a interferência dos EUA em Caracas deve durar.

Questionado sobre o motivo de apoiar Delcy Rodríguez em vez de incentivar a oposição a assumir o poder, o presidente norte-americano preferiu não responder.


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