O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã há quase 37 anos, morreu neste sábado (28), aos 86 anos, durante uma operação militar conjunta de grande escala conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos estratégicos iranianos.
A informação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em publicação na plataforma Truth Social. Trump descreveu Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História” e afirmou que sua morte representa “justiça” pelas ações do regime iraniano ao longo das últimas décadas.
Fontes oficiais americanas e israelenses corroboraram a informação, afirmando que o aiatolá foi atingido em um ataque aéreo direcionado contra um complexo estratégico no Irã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a operação como “necessária para remover a ameaça representada pelo regime iraniano”, citando o programa nuclear do país, seu arsenal de mísseis balísticos de longo alcance e o apoio a grupos como o Hezbollah e o Hamas.
Irã nega morte e promete retaliação
Do lado iraniano, agências estatais como Tasnim e Mehr negaram a morte de Khamenei, afirmando que ele permanece “firme no comando”.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques como “violação da Carta da ONU” e prometeu uma resposta “decisiva e proporcional”.
Em retaliação, Teerã lançou dezenas de drones e mísseis contra alvos israelenses e bases americanas no Golfo, incluindo instalações nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia. A maioria dos projéteis teria sido interceptada, mas houve registros de danos em Tel Aviv e feridos em outras áreas.
Um ponto de inflexão no Oriente Médio?
Caso confirmada oficialmente, a morte de Khamenei representaria um momento histórico para a República Islâmica do Irã, fundada após a Revolução de 1979. Sem um sucessor publicamente designado e com a cúpula militar enfraquecida por operações recentes — incluindo a eliminação de comandantes da Guarda Revolucionária — o país poderia enfrentar um vácuo de poder.
Especialistas apontam três cenários principais:
1. Escalada imediata
Mesmo sem seu líder máximo, o regime pode intensificar ataques diretos ou por meio de aliados regionais, ampliando o conflito. A ONU já alertou para “grave ameaça à paz e à segurança internacional”, com risco de uma cadeia de eventos incontroláveis na região mais volátil do planeta.
2. Enfraquecimento do chamado “eixo da resistência”
Com Hezbollah e Hamas já debilitados desde 2023, a morte de Khamenei — principal fiador político e estratégico desses grupos — poderia reduzir significativamente a capacidade de projeção de poder do Irã no Líbano, em Gaza e no Iêmen.
3. Possível mudança interna
Opositores no exílio, como Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, convocaram as forças de segurança a apoiarem uma transição política. Após anos de crise econômica agravada por sanções internacionais, protestos populares poderiam ressurgir com força.
Perspectivas de paz ou novo ciclo de conflito?
Trump e Netanyahu apresentaram a operação como uma oportunidade para redesenhar o equilíbrio de forças na região e abrir caminho para uma eventual estabilização. No entanto, analistas alertam que uma sucessão controlada por alas ultraconservadoras da Guarda Revolucionária pode endurecer ainda mais a postura iraniana e prolongar o conflito.
Até o momento, a situação permanece fluida, com trocas de ataques em andamento e a comunidade internacional acompanhando atentamente os próximos passos de Washington, Tel Aviv e Teerã.
O desfecho dependerá da capacidade do regime iraniano de se reorganizar — ou da velocidade com que forças internas e externas preencherão o eventual vazio deixado pelo aiatolá.



