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39 árvores quase centenárias ganham novo endereço em Anápolis

O engenheiro disse ainda que as árvores foram replantadas na área de preservação que está dentro do próprio terreno do Complexo Franciscano

Num trabalho de uma semana, 39 árvores adultas de espécies como Angico Vermelho, Jatobá, Ypê Branco e Pau-ferro “mudaram de endereço” em Anápolis. Tecnicamente, foram transplantadas, ou seja, removidas de um local e replantadas em outro, preservando sua estrutura e saúde.

A maioria das espécies foi levada para uma área de preservação permanente (APP) no bairro Jundiaí, próxima onde será erguido o Assis Business & Mall, empreendimento comercial lançado recentemente pela Emisa Incorporadora.

Nove profissionais foram diretamente envolvidos na operação, que ainda precisou de um guindaste de 70 toneladas, um caminhão muck, uma escavadeira e uma retro-escavadeira.

Transplante inédito

Uma das 39 árvores, um jatobá, foi transplantado para o Parque Ambiental Jaiara, que está sendo revitalizado pela prefeitura. Nove profissionais foram diretamente envolvidos na operação, que ainda precisou de um guindaste de 70 toneladas, um caminhão muck, uma escavadeira e uma retro-escavadeira. O processo foi realizado de forma inédita na cidade e concluído no prazo previsto.

“É uma operação bastante complexa, porque além do peso e da altura das árvores, há todo um protocolo para a retirada das espécies de moda a evitar ao máximo o estresse da planta. Para se ter uma ideia, para a retirada e o transporte de cada árvore para o local de seu novo habitat leva-se, em média, duas horas horas cada uma”, explicou o engenheiro civil Cláudio Rodrigo, que está à frente do trabalho.

Desde abril

Antes da retirada e transporte das árvores, o engenheiro explicou que outras duas etapas de preparação para o transplante foram realizadas desde o mês de abril.

“A primeira fase é a da poda de alguns galhos, para diminuir a carga. Depois, temos a segunda etapa que chamamos de sangria das raízes, que consiste em escavar em volta da árvore, num raio de mais ou menos 1,80m e depois passamos à volta das raízes expostas um plástico filme, para a árvore não perder aquele adubo natural da terra”, explicou o engenheiro.

O objetivo principal deste cuidado prévio visou manter as condições de saúde das espécies. “Desde a fase em que fizemos a poda, passando pela segunda fase quando fazemos a sangria das raízes, todos os dias jogamos água nelas. Inclusive designamos um funcionário só para este trabalho”, destaca.

Replantio

Cláudio Rodrigo esclareceu que para fazer o replantio das árvores há outro cuidado muito importante. “Nós replantamos as árvores no sentido do sol nascente, porque elas já estão acostumadas com o sol nascer naquela posição. Então, identificamos qual era essa posição e marcamos certinho os locais onde cada uma será replantada”, explicou o engenheiro.

O engenheiro disse ainda que as árvores foram replantadas na área de preservação que está dentro do próprio terreno do Complexo Franciscano, a 30 metros da margem de um córrego que corta o espaço de preservação.

“O fato de serem replantadas próximo ao córrego é muito positivo, pois é uma região bem aflorada. Sem falar que é o mesmo solo com o qual elas estão acostumadas”, esclareceu o engenheiro.

Após o replantio, as 39 árvores serão acompanhadas por mais dois meses, sendo irrigadas diariamente. “Nesse período, vamos continuar regando as espécies, apesar do terreno ser aflorado, e haverá o acompanhamento do biólogo também”, concluiu.

Supervisão técnica

O transplante é uma realização da Emisa Incorporadora, que irá construir no local o Assis Business & Mall. Além de obter a licença ambiental e respeitar integralmente a APP que fica aos fundos do complexo franciscano, a empresa também se comprometeu a levar as árvores que existiam no local onde foi permitida a obra, ao invés de suprimi-las.

“São espécies plantadas pelos primeiros frades franciscanos que chegaram em Anápolis. Então, além de valor ambiental, elas também têm uma relevância histórica e sentimental”, frisou o diretor da Emisa, Juliano Santos. Também faz parte do compromisso firmado pela incorporadora com a prefeitura a doação, já realizada, de 7.050 mudas nativas, contribuindo para o fortalecimento da arborização urbana.

O trabalho conta, ainda, com a supervisão técnica de um biólogo da prefeitura de Anápolis. “É ele quem está dando todas as instruções de como a gente deve proceder em cada etapa. Inclusive, foi ele quem nos deu um treinamento para fazer todo esse processo de transplante das árvores”, afirmou o engenheiro Cláudio Rodrigo.

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