O Parque Ambiental Juscelino Kubitschek, um dos principais espaços de lazer e preservação ambiental de Anápolis, enfrenta uma situação considerada crítica por moradores e entidades ambientais. Problemas como assoreamento do lago, erosões, descarte irregular de lixo e entulho e a degradação de nascentes vêm sendo registrados nos últimos anos e se agravam a cada período chuvoso.
O lago do parque, que é o principal atrativo do local, apresenta sinais evidentes de assoreamento — processo em que sedimentos como terra, areia e resíduos se acumulam no fundo, reduzindo gradualmente a profundidade e o volume de água. Ambientalistas alertam que, sem intervenções de recuperação e contenção de erosões, o espelho d’água pode desaparecer ao longo do tempo.


Nascentes sepultadas
Outro problema que preocupa é a situação das nascentes que alimentam o sistema hídrico do parque. Algumas delas já foram soterradas e outras estariam sendo afetadas por erosões e pelo acúmulo de lixo e entulho nas áreas próximas, o que já está comprometendo o fluxo natural da água e o equilíbrio ambiental do espaço.
De acordo com Alessandro Mendes Pedroso, presidente da Associação dos Amigos do Parque JK, a entidade acompanha e registra problemas ambientais no parque há mais de quatro anos. Segundo ele, diversas denúncias e pedidos de providências já foram encaminhados aos órgãos responsáveis.
“Estamos documentando situações de erosão, assoreamento e descarte irregular de resíduos. O parque precisa de ações urgentes para evitar que o lago e as nascentes sejam definitivamente comprometidos”, afirmou.
Moradores e frequentadores relatam que o descarte irregular de resíduos ocorre com frequência nas áreas próximas ao parque. Restos de construção civil, lixo doméstico e outros materiais acabam sendo deixados em pontos sensíveis do ecossistema, agravando a degradação.
Medidas urgentes
Durante o período chuvoso, a situação tende a piorar. As enxurradas carregam sedimentos e resíduos para dentro do lago, acelerando o processo de assoreamento e ampliando as áreas de erosão.
Considerado por muitos anos um dos cartões-postais de Anápolis, o Parque Ambiental Juscelino Kubitschek foi criado com o objetivo de preservar nascentes e oferecer à população um espaço de convivência com a natureza.
Diante do cenário atual, entidades ambientais e moradores defendem a adoção de medidas urgentes, como recuperação das nascentes, limpeza das áreas afetadas, obras de contenção de erosões e maior fiscalização contra o descarte irregular de resíduos.
Para os defensores do parque, a recuperação do espaço depende da atuação conjunta entre poder público e comunidade, para que o local volte a ser um dos principais símbolos ambientais de Anápolis.
(Fonte: Associação dos Amigos do Parque Ambiental JK)
VEJA VÍDEO O CÉLERE ACÚMULO DE LIXO E ENTULHO ÀS MARGENS DAS NASCENTES DO CÓRREGO ÁGUA FRIA:



