Quem caminha pelas ruas de Anápolis em noites de sexta-feira já percebeu que o ar está diferente. Junto do sereno que baixa sobre o asfalto ou do cheiro de espetinho que domina as esquinas, alguns sons vão além do familiar sertanejo e ecoam pela cidade..
Mesmo com uma perceptível freada no cenário de bares e da vida noturna na Manchester Goiana, o Rock, a MPB, o Afroreggae e o Indie abrem passagem e ocupam os palcos que restaram.
A Revista Planeta Água selecionou quatro bandas que têm se destacado nesse cenário, misturando a poeira do Cerrado com influências musicais diversas.
Kalangorin

A Kalangorin é aquela banda que consegue transformar qualquer festival em um carnaval, com ar festivo e flertando entre o rock alternativo, MPB e carregada de influências Afro, vão do Reggae até Brasilidades.
Nos palcos, a turma demonstra um entrosamento contagiante, com um grupo jovem porém já experiente, muitos inclusive com passagem ou lugares cativos em outras bandas da cidade.
Sobrelume

É o tipo de som que parece flutuar sobre a Avenida Brasil, iluminando as sombras da rotina com a leveza do Novo MPB, em sons acústicos e banhados na influência do forró, xote e outras brasilidades.
A dupla de rapazes já é conhecida em diversos cenários musicais de Anápolis, ambos com experiências pregressas e muita vontade de fomentar o cenário local. Com um clima que pode tanto fomentar pista de dança quanto levar os casais aos abraços, Sobrelume dá uma palinha de canções autorais nas redes sociais.
Velho Cerrado

Com praticamente uma década de história, surgiram na segunda metade da década de 2010, com uma mistura de rock progressivo, indie e referências nacionais.
Apesar de viverem um hiato, reencontros ainda ocorrem e mostram que o grupo está vivo tanto nos dedos e mãos de seus integrantes, que ainda dominam e executam as canções com primazia, quanto na memória e gosto dos apreciadores locais.
Búfalo no Laranjal

Encerrando esse quarteto de peso, temos a Búfalo no Laranjal, uma banda que já nasceu com nome de literatura e alma de operário da arte. Inspirados pela obra do escritor Rodrigo Lage Leite, o grupo une músicos experientes da cena que decidiram somar forças em um projeto que transpira maturidade.
O som é uma mescla potente de indie rock com elementos da música brasileira, resultando em composições que grudam na mente.



