Em meio ao calor intenso do verão goiano, quando os rios e nascentes do nosso estado pulsam com a vitalidade das águas que sustentam a vida no Cerrado, o céu nos presenteia com um fenômeno ancestral: a Lua de Neve.
Nesta data memorável de 1º de fevereiro de 2026, a lua cheia atingiu seu ápice às 19h09 no horário local, iluminando os horizontes de Goiás com uma claridade quase etérea, que convida à reflexão sobre os ciclos da natureza e a importância da conservação ambiental.
Tradição indígena
O nome “Lua de Neve” remete às tradições indígenas norte-americanas, onde fevereiro era marcado por nevascas rigorosas no hemisfério norte. Aqui no Brasil, especialmente em Goiás, esse termo ganha um novo significado poético. Longe das neves, nosso fevereiro é sinônimo de chuvas generosas que alimentam os lençóis freáticos e revigoram os cursos d’água como o Rio Araguaia e o Meia Ponte. A lua cheia, com sua influência gravitacional sobre as marés oceânicas, nos lembra indiretamente do equilíbrio hidrológico global – um lembrete sutil de que, mesmo em terras interiores como as nossas, os ritmos celestiais impactam o fluxo das águas subterrâneas e o ciclo das precipitações.
Anápolis
Em Anápolis e demais municípios goianos, a visibilidade da Lua de Neve foi favorecida por condições climáticas claras. O astro surgiu no leste logo após o pôr do sol, por volta das 18h57, elevando-se majestosamente no céu noturno. Para os observadores, foi uma oportunidade única de conectar-se com o ambiente: imagine-se à beira de um lago revitalizado, como os que temos no Parque Ambiental JK, onde a luz lunar reflete nas águas calmas, destacando a necessidade de preservarmos esses ecossistemas contra a poluição e o desmatamento.
Especialistas em astronomia, consultados pela Revista Planeta Água, explicam que o pico de iluminação a 100% ocorreu exatamente no horário citado, com a lua se pondo por volta das 5h35 da manhã seguinte. Apps de astronomia e binóculos simples podem enriquecer a experiência, permitindo detalhes como crateras e mares lunares – formações que, ironicamente, evocam oceanos secos, contrastando com nossa luta pela conservação das águas vivas.
Neste contexto, a Lua de Neve não é apenas um evento astronômico; é um chamado à ação ambiental. Em Goiás, onde projetos como a revitalização do Córrego João Cesário em Anápolis demonstram o compromisso com a sustentabilidade, esse espetáculo celestial reforça a interconexão entre céu, terra e água. Que esta lua inspire mais iniciativas de preservação, garantindo que as futuras gerações desfrutem não só de noites iluminadas, mas de um planeta hidratado e equilibrado.
A Revista Planeta Água continua sua missão de informar e conscientizar sobre temas que unem meio ambiente e cultura. Fique atento às próximas edições para mais reportagens sobre os tesouros naturais de nosso estado.



