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MEC pune mais de 50 cursos de Medicina

A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5

As medidas, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), variam desde a suspensão imediata de novos alunos até restrições a programas federais como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).

“A qualidade da formação médica é essencial para o SUS e a saúde pública”, afirmou o ministério em nota
A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5, e reflete a preocupação com a qualidade da formação médica no Brasil, que já enfrenta críticas pelo alto custo e deficiências estruturais.

Punições

As punições foram divididas em grupos, conforme o nível de proficiência dos alunos – percentual de estudantes que demonstraram competências adequadas.

Grupo 1: Punição máxima para os piores desempenhos

Instituições com nota 1 e menos de 30% de proficiência enfrentam suspensão imediata de ingressos, proibição de novas vagas, abertura de processo de supervisão e veto a contratos do Fies e outros programas federais. As afetadas incluem:

  • Universidade Estácio de Sá

  • União das Faculdades dos Grandes Lagos

  • Centro Universitário de Adamantina

  • Faculdade de Dracena

  • Centro Universitário Alfredo Nasser

  • Faculdade Metropolitana

  • Centro Universitário Uninorte

Grupo 2: Redução drástica de vagas

Cursos com nota 1 e proficiência entre 30% e 40% tiveram corte de 50% nas vagas autorizadas, impedimento de expansão e restrições ao Fies e programas federais. A lista abrange:

  • Centro Universitário Presidente Antônio Carlos

  • Universidade Brasil

  • Universidade do Contestado

  • Universidade de Mogi das Cruzes

  • Universidade Nilton Lins

  • Centro Universitário de Goiatuba

  • Centro Universitário das Américas

  • Faculdade da Saúde e Ecologia Humana

  • Centro Universitário CEUNI (Fametro)

  • Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras

  • Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul

  • Faculdade Zarns (Itumbiara)

Grupo 3: Cortes moderados e monitoramento

Para notas 2 com proficiência entre 40% e 50%, o MEC determinou redução de 25% nas vagas e limitações a financiamentos federais. Entre as penalizadas:

  • Faculdade de Filosofia

  • Ciências e Letras de Penápolis

  • Universidade de Ribeirão Preto

  • Universidade Iguaçu

  • Universidade Santo Amaro

  • Universidade de Marília

  • Universidade Paranaense

  • Afya Universidade Unigranrio

  • Centro Universitário Serra dos Órgãos

  • Universidade de Cuiabá

  • Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras

  • Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto

  • Afya Centro Universitário de Porto Velho

  • Centro Universitário Ingá

  • Faculdade de Medicina Nova Esperança

  • Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba

  • Faculdade Atitus Educação Passo Fundo

  • Afya Centro Universitário de Itaperuna

  • Centro Universitário Maurício de Nassau

  • Faculdade Morgana Potrich

  • Afya Faculdade de Porto Nacional

  • Faculdade Uninassau Vilhena

  • Centro Universitário Famesc

  • Faculdade de Medicina de Olinda

  • Faculdade Estácio de Alagoinhas

  • Faculdade Atenas Passos

  • Faculdade Estácio de Juazeiro

  • Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes

  • Faculdade Unicesumar de Corumbá

  • Faculdade Estácio de Canindé

  • Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês

Além disso, outras 40 graduações com nota 2 e proficiência acima de 50% entrarão em supervisão e monitoramento, sem sanções imediatas, com direito a defesa.

Universidades federais também na mira

Pela primeira vez em anos recentes, instituições públicas foram incluídas. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) enfrentarão processos de supervisão. A UFPA, única pública com sanção imediata, perde 50% de suas vagas.

O MEC alerta que as medidas cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou endurecidas com base no Enamed 2026.

“A qualidade da formação médica é essencial para o SUS e a saúde pública”, afirmou o ministério em nota. Especialistas veem o Enamed como avanço para coibir a proliferação de cursos de baixa qualidade, impulsionada pela expansão desordenada nos últimos anos. (Fonte MEC/AgênciaBrasil)

 

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