Infraestrutura

Deputados pedem revogação de novo traçado de ferrovia em MT

Sema contou que não anulou ou suspendeu nenhuma ação relacionada a licença ambiental do empreendimento

Em nota, a Sema contou que não anulou ou suspendeu nenhuma ação relacionada a licença ambiental do empreendimento Rumo e que “nem recebeu demanda solicitando alterações na licença”.

Segundo o gerente de relações governamentais e representante da Rumo, Rodrigo Verardino de Stefany, durante a reunião, os deputados alegam que a mudança no traçado causa impactos sociais e ambientais, já que o traçado original previa 30 km de distância, mas, com a nova proposta, os trilhos chegariam a 40 metros da área urbana do Bairro Maria Amélia, o que é considerado muito perto da área habitacional pela Prefeitura de Rondonópolis.

“Quando nós ingressamos com o pedido de autorização e assinou o contrato, a gente não tinha todos os estudos prontos. Hoje os estudos ambientais de engenharia custam aproximadamente 5% do valor da obra”, contou.

No dia 11 deste mês, a Prefeitura de Rondonópolis embargou a obra da ferrovia estadual, devido aos impactos que podem ser desenvolvidos durante o projeto, no entanto, na mesma semana, o embargo foi revertido na Justiça pela empresa Rumo.

Em nota, a prefeitura do município alegou que embargou as obras porque, mesmo após um pedido administrativo de paralisação, os serviços seguiam sendo executados.

Apesar dos processos administrativos, caso a empresa siga com o projeto e finalize o cronograma de obras, a previsão é que os trilhos cheguem à Cuiabá até 2026.

O projeto

O projeto da ferrovia está estimado em R$ 12 bilhões e promete impulsionar o agronegócio. Os trilhos da ferrovia, de mais de 700 km de extensão, vão passar por 16 municípios de Mato Grosso e conectar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde.

A ferrovia vai interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde — Foto: Governo de Mato Grosso

A ferrovia vai interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde — Foto: Governo de Mato Grosso

O professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Agnaldo Rocha, diz que os moradores temem que os trilhos do novo traçado passem perto das casas e que percam as propriedades.

“Nós iniciamos um abaixo assinado, foi protocolado com aproximadamente 2 mil assinaturas, pedindo que seja levado em consideração essa proximidade dos trilhos à área urbana”, explicou.

Segundo o projeto de correção do traçado enviado à Sema-MT, haverá uma adequação da ponte sob o Rio Vermelho, em Rondonópolis, que faz parte do primeiro trecho da obra. As obras começaram em outubro de 2022 e está na primeira etapa.

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