Levar humanos novamente ao entorno da Lua, com retorno direto à Terra, pela primeira vez desde a era Apollo é a próxima missão da NASA.
A missão Artemis II tem como objetivo realizar um voo ao redor da Lua, sem pouso, em uma trajetória conhecida como “flyby”. Nesse tipo de missão, a nave contorna o satélite natural aproveitando sua gravidade para retornar à Terra — uma manobra semelhante à realizada nas missões Apollo.
O lançamento acontecerá no dia 1º de abril. O plano prevê que os astronautas partam da Terra, viagem até a órbita lunar, circundem a Lua e iniciem imediatamente o trajeto de volta, completando uma jornada de vários dias no espaço profundo.
Continuidade de um legado histórico
A proposta remete diretamente às missões do programa Apollo program, especialmente aquelas que precederam o primeiro pouso lunar. A última missão tripulada a deixar a órbita terrestre rumo à Lua foi a Apollo 17, em 1972.
Agora, mais de cinco décadas depois, a NASA busca validar novamente sistemas de navegação, suporte à vida e segurança para voos tripulados em espaço profundo.
Objetivos da missão
Entre os principais objetivos da Artemis II estão:
Testar a cápsula Orion com tripulação
Validar sistemas de suporte à vida em ambiente lunar
Demonstrar a capacidade de navegação até a Lua e retorno seguro
Preparar o caminho para futuras missões com pouso
Apesar de a nave passar pelo entorno completo da Lua, a missão não tem como foco específico o “lado oculto”, embora os astronautas inevitavelmente visualizem essa região durante o trajeto.
O voo ao redor da Lua é uma etapa fundamental antes do retorno humano à superfície lunar, previsto para a missão Artemis III. Essa missão deverá levar astronautas ao polo sul da Lua, região considerada estratégica por seu potencial de recursos naturais, como gelo de água.
O avanço do programa Artemis representa uma mudança de paradigma na exploração espacial, com foco em presença sustentável e cooperação internacional. Além da NASA, diversas agências e empresas privadas participam do esforço.



