Especialistas do Ânima Centro Hospitalar explicam por que o rastreio preventivo em cardiologia, urologia e imagem é o divisor de águas para diagnosticar doenças silenciosas e garantir a longevidade masculina.
A chegada do Dia dos Pais costuma ser acompanhada por reflexões sobre o legado, o afeto e a responsabilidade com a família. No entanto, para além das homenagens, a data traz à tona um debate premente sobre a própria longevidade dos provedores.
Resistência à medicina
Historicamente ancorados em uma cultura de resistência à medicina preventiva, a maior parte dos homens ainda cultiva o hábito de procurar auxílio médico apenas diante de dores agudas ou sintomas em estágios avançados. Na contramão desse comportamento reativo, a comunidade médica destaca a marca dos 40 anos como um divisor de águas fisiológico e comportamental: a transição necessária da busca por cura para a cultura da prevenção primária.
Nesse cenário de conscientização, o Ânima Centro Hospitalar reúne seus especialistas das áreas de Cardiologia, Urologia e Diagnóstico por Imagem para orientar a população de Anápolis e de Goiás. A proposta é desmistificar o check-up masculino e mostrar como uma investigação coordenada e multidisciplinar é capaz de interromper a evolução de doenças assintomáticas — como a aterosclerose, o hipertensivismo, o diabetes e as neoplasias — antes que provoquem danos irreversíveis ao organismo. As estatísticas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que os eventos cardiovasculares graves, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC), registram um aumento expressivo no público masculino a partir da quarta e quinta décadas de vida.
Avaliação periódica
O coordenador e especialista em Cardiologia do Ânima Centro Hospitalar, Dr. Giuliano Serafino Ciambelli, explica que o risco cardiovascular não surge da noite para o dia, mas resulta de um processo acumulativo que ganha força após os 40 anos. “Geralmente, o risco de ocorrências cardíacas graves tem uma tendência a surgir nos homens após os 40 anos, primeiro pelo acúmulo da aterosclerose — que é o entupimento progressivo das paredes das artérias. Além disso, há um aumento na incidência de fatores de risco associados nessa faixa etária, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e colesterol elevado.
Vale destacar que os eventos cardiovasculares tendem a surgir mais cedo nos homens do que nas mulheres, já que elas contam com uma proteção hormonal natural durante a vida fértil que os homens não possuem. Esse conjunto faz com que as doenças cardiovasculares comecem a se manifestar entre os 40 e 50 anos. Por isso, iniciar avaliações periódicas precoces é fundamental para identificar esses fatores de risco e evitar desfechos graves”, detalha o Dr. Giuliano Serafino Ciambelli.
O médico pondera que o protocolo de exames deve ser rigorosamente individualizado para cada paciente, mas elenca a espinha dorsal diagnóstica para a saúde do coração: “A avaliação médica precisa ser personalizada, mas dispomos de exames básicos e rápidos que trazem informações cruciais, como o eletrocardiograma, o ecocardiograma transtorácico e o teste ergométrico. Para a identificação precoce da aterosclerose, avançamos para exames de imagem específicos, como o escore de cálcio coronariano e o Doppler vascular de carótidas e vertebrais. Entre os comportamentos mais danosos à saúde cardiovascular, reforço o perigo do tabagismo, do consumo abusivo de álcool, do sedentarismo, da obesidade e da falta de controle da pressão e do diabetes.
Em contrapartida, a prática regular de exercícios e a mudança do estilo de vida são o caminho seguro. A grande maioria dos infartos e AVCs pode ser evitada com avaliações periódicas e tratamento adequado”, afirma o Dr. Giuliano.
Acompanhamento urológico
Outro pilar decisivo na saúde masculina madura é o acompanhamento urológico. O especialista em Urologia e Oncologia Urológica do Ânima, Dr. Luiz Cláudio, desfaz confusões frequentes sobre o momento correto de procurar o consultório e desmistifica a conduta médica na investigação prostática.
“A faixa etária dos 40 aos 45 anos é a idade mais indicada para o início do check-up geral masculino, incluindo a avaliação genitourinária ampla e a prevenção de disfunções sexuais. É preciso esclarecer uma dúvida comum: a prevenção específica para o câncer de próstata tem sua indicação anual a partir dos 50 anos para a população geral, sendo antecipada para idades mais jovens nos casos de pacientes que possuem histórico familiar relevante para a doença. A população vem se tornando mais esclarecida à medida que o conhecimento se dissemina, mas o preconceito cultural em relação ao exame físico ainda existe e é um desafio”, pondera o Dr. Luiz Cláudio.
O urologista reforça a necessidade da atuação conjunta entre a dosagem sanguínea do PSA (Antígeno Prostático Específico) e o exame de toque retal, demonstrando por que um não substitui o outro: “Existem tumores prostáticos que não geram um aumento expressivo no valor do PSA no sangue, mas que já promovem alterações perceptíveis na textura ou na consistência da próstata, como o aparecimento de nósdulos endurecidos. Portanto, a junção do exame físico com os exames laboratoriais aumenta drasticamente a sensibilidade do diagnóstico. Quando identificamos o câncer de próstata em fase inicial, a possibilidade de cura é altíssima Dor meio da prostatectomia radical — hoje realizada no hospital de forma minimamente invasiva, por videolaparoscopia — ou da radioterapia. Já nos casos avançados, temos de recorrer à quimioterapia e ao bloqueio hormonal para o controle da doença. Vale ressaltar que não existem ‘elixires milagrosos’ na prevenção: o que reduz o risco de cânceres em geral é a alimentação saudável e o controle do peso. Prevenir a próstata significa detectar precocemente para permitir a cura e evitar a disseminação da doença”, argumenta o médico.
Medicina diagnóstica
Para sustentar a assertividade das condutas clínicas e cirúrgicas, a medicina moderna apoia-se em recursos tecnológicos de alta resolução. O especialista em Diagnóstico por Imagem do Ânima Centro Hospitalar, Dr. Diogo Marciano, ressalta que a radiologia atual deixou de ser mera geradora de laudos isolados para se tornar coautora na construção do diagnóstico preventivo.
“A medicina diagnóstica por imagem passou por uma evolução significativa. Hoje, contamos com equipamentos de alta tecnologia capazes de detectar alterações subclínicas muito precoces, frequentemente antes mesmo do aparecimento de qualquer sintoma físico. A ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética permitem rastrear precocemente diferentes tipos de câncer, alterações hepáticas, renais, cardiovasculares e prostáticas. Como muitos homens só procuram o médico quando sentem dores, o rastreio preventivo por imagem é um dos maiores aliados para viabilizar tratamentos menos invasivos e com melhores desfechos clínicos”, afirma o Dr. Diogo Marciano.
O radiologista pontua que o diferencial humano e tecnológico do Ânima está na agilidade de comunicação entre os especialistas do centro hospitalar: “A tecnologia alcança seu potencial máximo quando está associada ao trabalho integrado entre as especialidades. No Ânima Centro Hospitalar, a Radiologia atua em estreita colaboração com as equipes de Urologia, Cardiologia e Oncologia, permitindo que os achados de imagem sejam rapidamente correlacionados ao quadro clínico do paciente.
Essa comunicação direta entre os médicos torna o processo diagnóstico mais ágil, aumenta a precisão nas condutas e reduz drasticamente o tempo entre a investigação e o início do tratamento. O resultado é uma medicina precisa, preventiva e verdadeiramente centrada nas necessidades de cada pessoa.”
Usamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda automaticamente com a nossa Política de Privacidade.