Um recente e grave alerta epidemiológico emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em novembro do ano passado, acendeu o sinal vermelho nos sistemas de saúde do mundo inteiro: a Doença Renal Crônica (DRC) escalou degraus perigosos e já ocupa a 9ª posição no ranking das maiores causas de morte no planeta.
Estimativas globais apontam que a doença afeta aproximadamente 14% da população mundial, o que significa que 1 a cada 7 pessoas convive com algum grau de perda da função renal.
No entanto, o dado que mais preocupa a comunidade médica é o perigo do silêncio clínico da condição. Por ser majoritariamente assintomática em suas fases iniciais (graus 1 a 3), a doença não provoca dor, não altera a cor da urina e não causa inchaço perceptível. O resultado desse apagão de sintomas é alarmante: cerca de 90% dos indivíduos com disfunção renal inicial desconhecem completamente sua condição médica, e a maior parte só descobre o problema quando o quadro já é irreversível e exige medidas extremas.
Mudança de hábitos
O médico intensivista e especialista em nefrologia da NefroSanta, centro de nefrologia completo integrado ao Ânima Centro Hospitalar, Dr. Hans Stauber Kronit, explicou que o avanço acelerado desse panorama global está diretamente conectado à transição demográfica e às mudanças comportamentais da sociedade contemporânea.




