
O Ministro Dias Toffoli (STF) está no centro de uma grande polêmica relacionada ao caso do Banco Master (antigo Banco Máxima), além de problemas com um resorte no Paraná que diz não ser dele.
As duas situações envolvem suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e um possível rombo bilionário que pode acionar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Ações do ministro
Toffoli puxou para si a relatoria de todas as ações relacionadas ao Banco Master em dezembro de 2025, concentrando o inquérito no STF.
Decisões consideradas incomuns ou polêmicas por juristas, imprensa e opositores, como restringir acesso da Polícia Federal a celulares e materiais apreendidos. Determinar lacre e retenção de provas no STF (depois ajustado para a PGR após críticas). Escolher peritos específicos da PF para analisar conteúdo. Marcar acareações e depoimentos de forma questionada (ex.: tentativa de acareação com diretor do Banco Central, depois recuada).
Revelações sobre ligações familiares: Irmãos de Toffoli (José Carlos e José Eugênio) foram sócios de um resort de luxo no Paraná chamado Tayayá (com cassino e máquinas de apostas) até fevereiro de 2025. Fundos ligados ao Banco Master compraram participações deles no empreendimento.
O STF pagou diárias para seguranças em viagens à região do resort (128 diárias entre 2022-2025, custando centenas de milhares de reais aos cofres públicos).
Encontros no resort com figuras como André Esteves (BTG) e outros do mercado financeiro.
Viagem de jatinho com advogado ligado ao caso.
Isso gerou:
Pedidos de afastamento/suspeição/impeachment (deputados como Adriana Ventura, Carlos Jordy, Caroline de Toni; senadores também).
Manifestações (ex.: MBL protestou pedindo “Fora Toffoli” e delação do banqueiro Daniel Vorcaro).
Críticas pesadas na imprensa (BBC, G1, Folha, Metrópoles, Gazeta do Povo, Miriam Leitão chamou de “inusitado” e disse que ele não tem condições de continuar no caso).
Pressão interna no STF: Fachin (presidente) defendeu Toffoli em nota oficial, dizendo que o tribunal “não se curva a ameaças” e que a supervisão é regular. Gilmar Mendes elogiou o arquivamento pela PGR de um pedido de afastamento.
PGR (Paulo Gonet) arquivou um pedido inicial de afastamento, mas a oposição apresentou nova representação.
Toffoli sinalizou que fica no caso (“apanho o que tiver de apanhar”) e marcou novos depoimentos para os próximos dias.
Tensão
A situação está tensa, com divisão: de um lado, acusações de conflito de interesses, blindagem e decisões atípicas; do outro, defesa institucional do STF como “regular” e rejeição de “intimidações”. O caso pode escalar mais ainda após o carnaval, possivelmente voltando a instâncias inferiores, mas o desgaste ao ministro e ao tribunal é visível.
Fontes:
- G1 (Globo)
- CNN Brasil
- BBC News Brasil
- Migalhas
- Agência Brasil (EBC)
- O Globo (incluindo coluna de Míriam Leitão)
- Gazeta do Povo
- Estadão (O Estado de S. Paulo)
- Metrópoles
- Poder360
- UOL



