Anápolis esteve no centro de uma importante agenda internacional na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto. Realizado no Espaço Multiuso da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária (PROPPE), no segundo piso do Edifício Daisy Fanstone, na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), o Sweden Day | Study in Sweden reuniu representantes da diplomacia sueca, da comunidade acadêmica, da indústria, do setor empresarial e da área de defesa e segurança.
O encontro, realizado em parceria pela UniEVANGÉLICA, Embaixada da Suécia, Comitê da Indústria de Defesa e Segurança de Goiás (COMDEFESA-GO/FIEG) e instituições parceiras, integrou as comemorações dos 200 anos das relações entre Brasil e Suécia e colocou em discussão temas que vão muito além do intercâmbio diplomático: educação, inovação, pesquisa, tecnologia, indústria, defesa e geração de oportunidades.

Possibilidades abertas
Um dos pontos altos da manhã foi a participação de Leandro Rocha, Oficial de Promoção de Negócios da Embaixada da Suécia em Brasília, que realizou uma ampla exposição sobre o programa Study in Sweden e as possibilidades abertas a brasileiros interessados em estudar naquele país.
Foram abordadas oportunidades de graduação, pós-graduação, pesquisa, cooperação entre universidades e programas de bolsas de estudo. A apresentação despertou especial interesse de estudantes, professores e pesquisadores diante da possibilidade de transformar a aproximação institucional entre os dois países em experiências acadêmicas concretas.
Universidade, empresas e defesa no mesmo ambiente
A relevância do Sweden Day também esteve na diversidade dos setores representados. Participaram do encontro o presidente da Associação Educativa Evangélica (AEE), Ernei de Oliveira Pina; o reitor da UniEVANGÉLICA, Carlos Hassel Mendes da Silva; o pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária, Sandro Dutra e Silva; e representantes de diferentes áreas acadêmicas da instituição.
Também esteve representado o setor empresarial anapolino, entre eles Elizeu Augusto de Oliveira, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), além de diretores da entidade e empresários interessados nas possibilidades de aproximação econômica e tecnológica com a Suécia.
Na área de defesa e segurança, uma presença de destaque foi a de Anastácios Apostolos Dagios, presidente do COMDEFESA-GO/FIEG, empresário que há anos trabalha pela inserção de Goiás na cadeia produtiva da indústria brasileira de defesa e segurança. Dagios também integra nacionalmente o Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança da Confederação Nacional da Indústria.

A Base Aérea de Anápolis também esteve representada, com a presença do Cel Av Leandro Vinicius Coelho, comandante da unidade, acompanhado de oficiais da Força Aérea Brasileira. A participação militar ganhou significado especial pelo papel estratégico de Anápolis na operação do caça F-39 Gripen, uma das maiores expressões atuais da cooperação tecnológica entre Brasil e Suécia.
Representantes ligados à indústria de defesa e à Saab, fabricante sueca do Gripen, também fizeram parte da programação prevista para o encontro, reforçando a conexão entre universidade, conhecimento científico, empresas e defesa nacional.
Gripen simboliza parceria tecnológica
A relação Brasil–Suécia ganhou uma dimensão especialmente importante com o programa Gripen. A parceria não se limita à compra de aeronaves: envolve transferência de tecnologia, treinamento e capacitação de profissionais brasileiros, desenvolvimento conjunto de conhecimento e participação da indústria nacional.

O intercâmbio tecnológico tornou-se uma via de mão dupla. Enquanto o Brasil opera o Gripen E/F, a Suécia avançou na escolha do KC-390 Millennium, aeronave de transporte militar desenvolvida pela Embraer. Esse movimento aproxima ainda mais as indústrias aeroespaciais e de defesa dos dois países e cria perspectivas para novos projetos conjuntos.
Para Anápolis, essa cooperação tem um significado particular. É na Base Aérea local que estão sediados os modernos caças Gripen da Força Aérea Brasileira, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de conhecimento, serviços especializados, pesquisa, capacitação e oportunidades para empresas interessadas em integrar a cadeia de fornecimento do setor de defesa.
A própria UniEVANGÉLICA já possui histórico nessa área. Em 2019, a Associação Educativa Evangélica e a Guarnição de Aeronáutica de Anápolis firmaram convênio envolvendo treinamento, avaliação física e pesquisas relacionadas aos pilotos que passariam a operar o F-39 Gripen. O acordo aproximou diretamente a formação militar da produção científica desenvolvida na instituição.
Oportunidades para empresas de Goiás
O Sweden Day deixou claro que a aproximação com a Suécia não interessa apenas a universidades e estudantes. Há um amplo campo de possibilidades para empresas dos setores industrial, tecnológico, aeronáutico, logístico, de defesa, segurança, inovação e prestação de serviços.
A Suécia possui uma economia fortemente baseada em inovação e desenvolvimento tecnológico e mantém uma presença empresarial histórica no Brasil. O encontro realizado em Anápolis funciona, portanto, como uma ponte para empresários que desejam entender melhor esse mercado, estabelecer contatos, identificar fornecedores, desenvolver parcerias tecnológicas ou integrar projetos ligados às cadeias industriais Brasil–Suécia.
Neste contexto, a presença do COMDEFESA-GO, da ACIA, da Base Aérea, de representantes empresariais e da comunidade acadêmica mostrou a capacidade de Anápolis de reunir, em um mesmo ambiente, atores fundamentais para transformar relações institucionais em projetos, investimentos e negócios.
Bolsas e internacionalização
Para estudantes, o Sweden Day abriu outra janela: a possibilidade concreta de estudar na Suécia.
O Study in Sweden apresentou alternativas de formação acadêmica e informações sobre universidades, cursos e oportunidades de bolsas. A iniciativa se soma ao esforço de internacionalização desenvolvido pela UniEVANGÉLICA, que mantém o Núcleo de Assuntos Internacionais (NAI), atualmente coordenado pelo professor Hugo de Andrade Silvestre, responsável por ações de mobilidade acadêmica, intercâmbio, convênios e aproximação com instituições estrangeiras.
O resultado foi uma manhã de troca de informações, networking e abertura de novas perspectivas. De um lado, jovens interessados em uma experiência acadêmica internacional; de outro, pesquisadores e universidades em busca de cooperação científica. E, completando essa conexão, empresários, representantes da indústria e do setor de defesa atentos às possibilidades tecnológicas e comerciais que uma relação mais estreita com a Suécia pode proporcionar.




