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UniEVANGÉLICA e USP lançam 3ª fase de tecnologia inédita para combate à dengue

Evento aconteceu no miniauditório do Edifício Daisy Fanstone e marcou o início dos testes práticos em Anápolis de um larvicida sustentável

A Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA recebeu, nesta quarta-feira, 21/01, uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP – São Carlos) para o lançamento oficial e treinamento de tecnologia inédita no combate ao mosquito Aedes aegypti.

O encontro aconteceu no miniauditório do Edifício Daisy Fanstone e marcou o início dos testes práticos em Anápolis de um larvicida sustentável desenvolvido a partir de pesquisa científica de alto impacto.

Equipe e autoridades reuniram-se no auditório do Edifício Dayse Fanstone

Anápolis é a primeira

O evento contou com a participação de pesquisadores, equipes da Secretaria Municipal de Saúde, além de autoridades locais, incluindo o prefeito Márcio Corrêa, o vereador Jean Carlos e secretários municipais. Presentes também autoridades do governo estadual (Fapeg e Secretaria de Saúde).

Anápolis é a primeira cidade do Brasil a receber os estudos de campo (Fase 3) da tecnologia considerada promissora no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses.

Pesquisadores da USP participaram presencial e virtualmente da primeira reunião de treinamento

A pesquisa é fruto de uma colaboração entre a UniEVANGÉLICA, a USP e instituições parceiras do Brasil e dos Estados Unidos. Na UniEVANGÉLICA, o projeto tem a participação do professor Lucas Danilo Dias, coordenador do Curso de Farmácia e do Centro de Excelência de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde (CEPInova).

Tecnologia inovadora e sustentável

O estudo desenvolveu uma formulação fotolarvicida à base de curcumina microencapsulada, capaz de eliminar larvas do Aedes aegypti com alta eficiência e menor impacto ambiental. A tecnologia utiliza a técnica de spray-drying para encapsular a curcumina com D-manitol e amido, resultando em tabletes que se tornam altamente eficazes quando expostos à luz.

De acordo com o professor Lucas Dias, os resultados são expressivos. “O estudo demonstrou uma redução de 57 vezes na concentração letal necessária em comparação à curcumina livre, além de manter efeito residual por até 27 dias. O fomento da FAPEG e da Secretaria de Estado da Saúde tem sido determinante para consolidar essa tecnologia e permitir a transição da pesquisa de bancada para aplicação em campo”, explica.

A microencapsulação também favorece a liberação controlada do princípio ativo, ampliando a eficácia em diferentes ambientes e se apresentando como uma alternativa viável aos inseticidas químicos tradicionais, frequentemente associados a riscos ambientais e à saúde humana.

Impacto na saúde pública

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário epidemiológico nacional. Em 2025, o Brasil registrou quase meio milhão de casos prováveis de dengue e mais de 200 mortes confirmadas, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da dengue, a tecnologia pode contribuir para o controle de doenças como Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Para o professor Sandro Dutra e Silva, pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária da UniEVANGÉLICA, o projeto reafirma o papel estratégico da instituição.

“Este momento consolida a UniEVANGÉLICA como protagonista em pesquisas de impacto global. Trata-se de um avanço acadêmico com relevância social imensurável, ao oferecer uma solução prática e sustentável para um grave problema de saúde pública”, destaca o professor Sandro.

Pioneirismo e cooperação científica

A formulação foi inicialmente desenvolvida pelo Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (USP), sob coordenação do professor Vanderlei Salvador Bagnato, com apoio da FAPESP, CNPq e CAPES. A atual etapa do projeto, em parceria com a UniEVANGÉLICA, é financiada pela FAPEG e pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), com apoio da Associação Educativa Evangélica (AEE), Fundação Universitária Evangélica (FUNEV) e da Prefeitura de Anápolis.

Equipe do projeto

A equipe responsável pela execução do projeto é integrada pelos profissionais Vanderlei Salvador Bagnato, Lucas Danilo Dias, Alessandra Ramos Lima, Giovanni de Araujo Boggione, Mariana de Souza, Sandro Dutra e Silva, Natalia Mayumi Inada, Matheus Garbuio, Taina Cruz de Souza Cappellini e Osmar Vieira da Silva.

Carlos Hassel Mendes, Márcio Corrêa e Ernei de Pina

O reitor Carlos Hassel Mendes, o prefeito Márcio Corrêa e o presidente da Associação Educativa Evangélica, Ernei de Oliveira Pina, concederam entrevista ao final do evento:

 

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