O Parque da Liberdade, localizado no final da Avenida Getulino Artiaga com a Rua Benjamim Vieira, entre o Centro e o Bairro São José, em Anápolis, Goiás, é um dos exemplos mais significativos de transformação urbana e ambiental da cidade.
Antes de se tornar área de lazer, convivência e preservação, o local era uma grande erosão, usada por anos como ponto irregular de descarte de lixo, sem manutenção adequada e com prejuízos diretos à população do entorno. De repente, a área foi recuperada e transformada, em 2012, em um parque com cerca de 25 mil metros quadrados na região central da cidade.

O espaço, que durante muito tempo ficou conhecido popularmente como “buracão da Vila União”, era uma depressão no relevo ocupada por entulho, lixo doméstico, animais mortos e abandono. A situação preocupava moradores e ambientalistas, principalmente porque a área abriga nascentes da microbacia do Córrego Catingueiro, integrante da bacia hidrográfica do Ribeirão João Leite, importante manancial para Goiás. A Revista Planeta Água registra que o lixo chegava a encobrir mais de 60% da área das nascentes, o que reforçava a urgência de uma intervenção ambiental.

A proposta de transformar o antigo lixão em parque ambiental surgiu a partir da mobilização da Revista Planeta Água, com atuação de Odilon Alves Rosa, que morava próximo ao local e buscou apoio do poder público e da iniciativa privada. A ideia foi abraçada pela Prefeitura de Anápolis, então sob a gestão de Antônio Gomide, e contou com participação de apoiadores como o deputado federal Rubens Otoni, empresários do Laboratório Kinder, Bracil Artefatos de Cimento, Construtora Almeida Neves, além de vereadores, lideranças e instituições locais. O projeto, inicialmente tratado pela Planeta Água como Parque do Catingueiro, ganhou força e passou a se chamar Parque da Liberdade.

Inaugurado em 29 de dezembro de 2012, o parque passou a oferecer pista de caminhada, espaço de recreação infantil, academia para a terceira idade, lago com deck de madeira, bancos, mesas, lixeiras e arborização. Mais que uma obra de lazer, a intervenção representou a recuperação de uma área degradada, a proteção de nascentes e a criação de um novo ponto de encontro para famílias anapolinas.
Estudos acadêmicos também passaram a tratar o Parque da Liberdade como caso de requalificação socioambiental. Trabalho publicado nos anais da UEG aponta que a implantação do parque transformou uma área vulnerável em espaço de convivência, com melhorias na paisagem urbana e na qualidade de vida local, embora ainda existam desafios relacionados à manutenção, segurança, integração com os bairros vizinhos e maior apropriação comunitária do espaço.




