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Conheça a cidade de pedra em Goiás formada por mares primitivos

Conheça o local com segurança e orientação especializada

Localizada na Serra de São Gonçalo, no município de Pirenópolis e próxima à divisa com Cocalzinho de Goiás, a Cidade de Pedra guarda uma das paisagens naturais mais singulares do Cerrado.

O complexo ocupa aproximadamente 600 hectares e reúne paredões, cânions, corredores, colunas e pináculos de quartzito que, observados à distância, lembram muralhas, castelos, rostos e silhuetas de animais. O ponto mais elevado da área alcança cerca de 1.305 metros de altitude.

As formações pertencem a um conjunto de rochas do período Neoproterozoico, com centenas de milhões de anos

Valor científico

As formações pertencem a um conjunto de rochas do período Neoproterozoico, com centenas de milhões de anos. Antigos depósitos sedimentares foram submetidos, ao longo do tempo geológico, a intensos processos de metamorfismo, movimentos tectônicos, dobramentos, falhas e fraturas. Posteriormente, a ação contínua da chuva, do vento e das variações de temperatura desgastou as partes menos resistentes das rochas, criando o chamado relevo ruiniforme — denominação utilizada para estruturas naturais que se assemelham a ruínas construídas pelo ser humano.

Reconhecida pelo Serviço Geológico do Brasil como geossítio de relevância nacional, a Cidade de Pedra possui elevado valor científico, educativo, turístico e paisagístico.

Além das formações geológicas, a região abriga vegetação de Cerrado de altitude, com bromélias, sempre-vivas, líquens e outras espécies adaptadas aos solos rochosos e às condições particulares da serra. O local também apresenta risco médio de degradação, reforçando a necessidade de visitação responsável e de preservação de suas estruturas naturais.

Visitação

A visita, no entanto, exige planejamento. O atrativo fica a cerca de 56 quilômetros de Pirenópolis, em área de acesso difícil, com trechos de estrada sem pavimentação e caminhadas que podem variar entre 6 e 12 quilômetros. As trilhas são acidentadas, pouco demarcadas e atravessam verdadeiros labirintos de pedra. Também não existem cachoeiras ou córregos disponíveis durante o percurso, o que torna indispensável levar água, alimentação, proteção solar, roupas apropriadas e calçados adequados.

Por se tratar de propriedade particular, sem infraestrutura permanente de segurança e com cobertura limitada de telefonia, o passeio deve ser realizado com autorização e acompanhamento de guia experiente e credenciado. A recomendação é obter previamente informações sobre as condições da estrada, o clima e o nível de dificuldade do roteiro.

Mais do que um destino para fotógrafos, pesquisadores, ecoturistas e praticantes de atividades de aventura, a Cidade de Pedra funciona como um monumento geológico vivo, capaz de revelar parte da longa história natural do Brasil Central.

Para conhecer o local com segurança e orientação especializada, a Revista Planeta Água indica o acompanhamento da @passosecotur.

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