GoiásMeio Ambiente

UEG detecta superbactéria no Meia Ponte

O estudo focou especificamente o leito do rio

Um alerta sobre a saúde pública em Goiás expõe a presença de uma superbactéria no Rio Meia Ponte. O conteúdo faz referência a um estudo recente da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que confirmou a existência da Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em diversos pontos do manancial, que é o principal responsável pelo abastecimento da Grande Goiânia.

A pesquisa, coordenada pela professora Elisa Flávia Baião, teve início em 2020 e analisou amostras coletadas desde a nascente do rio até a foz, em Cachoeira Dourada. Segundo a especialista, o ciclo de contaminação é complexo e pode atingir a população por meio do consumo de animais que bebem a água ou de alimentos irrigados pelo rio.

Antibióticos: descarte no rio

As principais causas apontadas para o surgimento do microrganismo no Meia Ponte são o uso indiscriminado de antibióticos e o descarte incorreto de medicamentos, que acabam indo parar no leito d’água.

Apesar do tom de alerta no vídeo que circula nas redes, a pesquisadora pontua que o objetivo do trabalho não é criar pânico, mas cobrar políticas públicas de saneamento e conscientização. O estudo focou especificamente o leito do rio e não analisou a água que chega às torneiras das residências.

Em nota à CBN Goiânia, a Saneago informou que não recebeu o compartilhamento da pesquisa da UEG, mas garantiu que a população pode ficar tranquila quanto à qualidade da água tratada distribuída para o abastecimento público.

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