A lei, de autoria do vereador Wederson Lopes (UB), foi oficialmente promulgada nesta semana pela presidente da Câmara Municipal, Andreia Rezende (Avante), após o encerramento do prazo legal para manifestação do Poder Executivo.
Celebrada anualmente no dia 23 de julho, a data tem como principal objetivo reconhecer o impacto positivo do Movimento Legendários na comunidade local.
A legislação destaca a atuação do grupo em frentes voltadas à superação pessoal, ao autoconhecimento e à transformação por meio da fé, promovendo o bem-estar físico, emocional e espiritual de seus participantes.
O movimento
E você, o que acha do movimento?A proposição de uma efeméride dedicada a um grupo de contornos messiânicos e excludentes revela, sob o verniz da homenagem, o mais profundo desprezo pelo corpo eleitoral anapolino. Trata-se da arquitetura de um movimento com obsolescência programada: uma estrutura cujo propósito não é a perenidade do bem comum, mas o fôlego estritamente necessário para garantir o próximo ciclo de poder.
Nesta dinâmica, o cidadão é reduzido à condição de insignificância política, transmutado de sujeito de direitos em mero componente de um curral eleitoral. A manobra é orquestrada por um parlamentar de hábitos ébrios e intelecto parco, que, desprovido de virtudes administrativas ou qualidades distintivas que o sustentem no cargo por mérito, recorre à fidelização pelo fanatismo.
Voto: nova roupagem
Ao outorgar uma data oficial a um movimento que mercantiliza o sagrado, o vereador não busca a transcendência, mas a docilidade do rebanho. É a política do “voto de cabresto” sob uma nova roupagem: onde outrora havia o coronelismo das terras, hoje impera o coronelismo das consciências e das montanhas pagas.
O diagnóstico de que o país caminha para o abismo encontra aqui seu sintoma mais nítido: a substituição do projeto de nação pelo projeto de manutenção de castas. Enquanto o eleitorado é seduzido por símbolos de exclusividade e vigor, o parlamentar garante sua longevidade através da exploração da fé, provando que, para quem não possui substância política, resta apenas a construção de mitologias para manter seus súditos em perpétua dependência.
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